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16/10/2017 às 16h37min - Atualizada em 16/10/2017 às 16h37min
Praça da República guarda para sempre, o plantio de um pau-ferro pelo Presidente de R.I., Paul Percy Harris
Rotary continua a sua missão, em prol da paz e da compreensão mundial

Lembramos um fato muito significativo, ocorrido no começo do mês de abril de 1936  quando a bordo do vapor Victória, Paul Harris e sua esposa, procedente de Valparaíso no Chile aportou em Santos. faço o relato a seguir.


No dia 8 de abril, às 10 horas, na Praça da República em São Paulo, Paul Percy Harris,  plantou um pau ferro, ao lado de sua esposa Jean, do então Presidente do Rotary Club de São Paulo, Carlos Pacheco Fernandes, Octávio de Sá Moreira, coordenador do evento, na foto de gravata borboleta e Eurico Branco Ribeiro, ex-Presidente do clube, médico ambi-destro , provavelmnte o mais internacional rotariano brasileiro,  de todos os tempos, depois de Paulo Viriato. Eurico foi amigo pessoal de Paul Harris e mantiveram, durante muitos e muitos anos, correspondência, muitas delas inseridas no acervo do Museu Armando de Arruda Pereira.

Recebi por zap foto que mostra associados do Rotary Club de São Paulo, Rose, Paulino e Márcio Arroyo junto a árvore e a placa alusiva ao evento, mandada confeccionar pelo associado Antonio de Souza Noschese, pai de Armando e Raphael Noschese, posteriormente Presidente da FIESP. Este plantio demanda muitas alternativas, ao longo do tempo, existe até uma lenda, claro, uma  maneira hilária, qual seja, que eu era o auxiliar do fotografo que fez a foto, um profissional do jornal A Gazeta, José Patella. A lenda ainda continua, informando que o ex-associado do clube, o saudoso Cláudio Guidi, figura preeminente do Rotary-Brooklin, onde foi Presidente e depois no Rotary Club de São Paulo, na qualidade de office-boy da Rádio Cruzeiro do Sul, que transmitia o evento ao vivo  pela  emissora que à época era uma das líderes no país, esteve presente, sendo o portador de uma pasta com o  conteúdo de  toda a programação deste evento histórico.

Em 1974 fui contratado por Mário Frugiuele, ex-presidente e Governador em 1972-73 e por Durval Rosa Borges, Presidente do clube no seu Cinquentenário e por José Ermírio de Moraes Filho que patrocinou a edição comemorativa dos 50 anos que editei, contando com a experiência de Eurico Branco Ribeiro, citado acima, também  jornalista e escritor.

Como historiador tive oportunidade de pesquisar a trajetória do maior clube da América Latina e um dos dez maiores do mundo, cujo legado também pesquisei, oferecendo  em outras diversas edições, marcando lustros e décadas vibrantes, com as quais sempre tive oportunidade de colaborar, entre elas com a efeméride presidida pelo Presidente Marcos Paulo de Almeida Salles.

Esta foto, publicada na mídia rotária brasileira, após ser inserida nesta edição histórica, naquela época, pertencia ao acervo da revista "Vida Rotária, injustamente encerrada, material pelo qual fui fiel depositário, durante 9 anos. Transferi, por minha inciativa,  este suntuoso e  rico material que divulgou o rotarismo paulistano  e brasileiro durante quase 50 anos ao Acervo do Museu Armando de Arruda Pereira, conforme documentado e assinatura comigo, a Fundação de Rotrianos de São Paulo e seu Presidente Eduardo de Barros Pimentel.

Voltando à realidade da árvore. do marco e da placa, ao longo deste tempo, profanadas e atacadas, já percorreu vários pontos da Praça, conforme resolução de cada adminstração municipal. Atualmente encontra-se no interior da área da EMEI,  de Educação Infantil Armando de Arruda Pereira, Praça da República 350, tel. 3221-3892, sendo sua Diretora a Profa. Cíntia Alves dos Santos, (fumando compulsivamente), quando falamos com ela recentemente, ao lado do jornalista José Carlos Teixeira de Carvalho, produtor dos nossos programas na grade de TV e na Rádio. Fomos procurar esta Escola para que permita  um programa que pretendemos gravar sobre o importante projeto de Revitalização do Centro e das coordenadas sumamente importantes, nascidas  durante importante evento promovido pelo jornal Folha de São Paulo, realizado na espetacular unidade do SESC,  24 de maio, recentemente inaugurado, do qual participei representando o Rotary e a nossa Imagem Pública, dando novas e positivas alternativas aos trabalhos da Associação Viva o Centro. Seria interessante que tudo isso eu pudesse transmitir em reunião do Rotary Club de São Paulo, sendo certo que o clube foi, é, e sempre será parte integrante da história de nossa amada Cidade de São Paulo.

Avaliando a situação deste marco e da árvore, é preciso melhor atenção. Já fizemos isso, eu, Luis Freitag e Vicente  Sabbaga Amato, quando Presidente do Rotary Club de São Paulo-República, clube fundado por Waldemar Fonseca, que recentemente completou 95 anos de idade, conforme texto que enviei ao clube relatando este significativo evento de amizade, familiar e fraternidade que tive a felicidade de participar. Em 2010-11-12, com tempo para reformar e  fazer ser um ponto de visitação para os rotarianos do mundo inteiro que estariam presentes à Convenção de São Paulo, em 2015, estivemos muitas e muitas vezes na Prefeitura, na Regional da Sé, com muitos administradores, com o Coordenador das Regionais, Andréa Matarazzo e outros políticos fanfarrões, não tendo nenhum êxito, tendo em vista a Lei Cidade Limpa,que não permite nenhuma intervenção. lembrando que ao longo deste longo tempo, algumas placas indicativas foram afixadas, todas devidamente detonadas, clara prova de falta de educação e respeito.  Pregado o  marco, agora na Escola, acima mencionada, também está danificado, sendo que uma das placas com informações alusivas ao evento, desapareceram. Por isso não foi possível sugerir à Comissão que organizou a Convenção de 2015, este testemunho real do rotarismos brasileiro, aos visitantes, como foi feito no roteiro dos tours turísticos da Convenção de 1981, esta sim verdadeiramente compatível com o prestígio e a reputação do rotarismo brasileiro.

Como historiador lamento tudo isso, sendo também importante ter a certeza se o pau-ferro, é o mesmo semeado naquele dia 8 de abril de 1936 porque houveram muitas transferências e replantio de árvores, sendo que fomos informados certa vez, que o pau-ferro, está atualmente plantado em frente ao número 386 da Praça da República, portanto há mais de 200 metros do local previsto, em frente para a  Rua Vieira de Carvalho. Devemos comparecer, novamente ao Parque Manequinho Lopes, no Ibirapuera, para comprovar se no livro que registra o plantio de árvores na Cidade,  por autoridades, está correto e se existe anotações de alguma alteração na vida desta árvore sumamente importante para o Rotary brasileiro.


Fonte: Sérgio de Castro
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