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12/01/2016 às 18h16min - Atualizada em 12/01/2016 às 18h16min
Árvores, Jurema e a Amazônia
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Dia 28 de dezembro de 2015, há 7 anos a  estrela Jurema está iluminando o firmamento,  em outra galáxia ? Não sei, mas tenho certeza que sua linda vida deixou um iluminado caminho para todas as pessoas que conviveram com ela.

Nascida na colina do Sumaré, em São Paulo, desde muito pequena irradiava felicidade com seu amplo e maravilhoso sorriso. Sua formação, sempre na rede escolar estadual, mostrava a menina talentosa e de muita fibra. Educada em lar modesto e digno, foi trabalhar para ajudar,  como também faziam suas irmãs e irmão.

No laboratório que produzia medicamentos para salvar vidas e prolongar a saúde, conheceu o  mundo  real, esse mundo praticado pelos homens,  ainda quase uma adolescente.

Competente, mereceu  promoções. Sonhadora, como toda jovem, linda e exuberante, tinha o pé no chão. Dançava como uma princesa, elegante e garbosa, também por isso me apaixonei.

Percorremos todas as etapas de um namoro romântico, cordial e sincero. Fez  minha felicidade como amiga, namorada, noiva, esposa, amante, mãe dos meus filhos e avó dos meus netos. Viajamos, conhecemos mesmo o país, a América do Sul, a América do Norte e o mundo, em  todos os Continentes. Protetora da natureza, cuidou  e plantou árvores, escrevia com talento, cantou nos melhores madrigais com sua voz de soprano,nos templos e nos salões festivos. O violão e o teclado fizeram parte de sua vida, sempre. Falava das maravilhas de Deus, nos encontros e cursos religiosos e nas Celebrações que sempre a emocionaram, quando então conquistava novos amigos e consolidava os antigos. Sua trajetória anunciando o Evangelho e a boa-nova do Suave Nazareno e a sua própria vida, não foi fácil, pedras tiveram que ser removidas.

Suas qualidades também foram vividas plenamente como “chefe de cozinha”, associado ao talento nato que possuía da arte culinária, aperfeiçoava-se lendo, experimentando, viajando. Com esse quesito também fez a felicidade da família, dos amigos e dos convidados que conheceram as delícias que elaborava, tais como os antepastos de berinjela, os camarões flambados com  alcachofra, no  “armagnac, primo do cognac, como dizia com conhecimento de causa, que semelhante  à herança da revolução francêsa de 1789, estes alcoólicos são para as papilas, como a doutrina que norteia a humanidade -  liberdade, igualdade e fraternidade”  e ainda a torta de banana, inigualável com frutas secas, saboreadas, “de joelhos”,  expressão usadas reiteradas vezes.

Graças às suas gestões, ao lado de outros abnegados, fez com que árvores centenárias como Guararantã, Ipê-Roxo, Rosa, Cedro Rosa, Caviúna, Jequitibá Rosa, Angico Preto, Angico Vermelho, Cedrinho, Tabiroba  e outras espécies não fossem eliminadas, mais do que isso, fossem preservadas para sempre, através de decreto municipal  oficial e do Compresp, considerando-as de utilidade pública e imunes de corte. Para isso fez passeatas com a juventude, nas escolas, a Igreja, a comunidade e a mídia, um exemplo perene de civismo, amor à natureza, à família, à comunidade e aos amigos.

Amazônia

Acompanho a gestão de Ricardo Granja, que já exerceu a superintendência da Associação Comercial de Pinheiros, “agora exercendo com o mesmo entusiasmo e talento na Sudoeste” como afirmou recentemente o Presidente da Associação Comercial de São Paulo, Alencar Burti, este também um grande exemplo para todo o empreendedor de nosso país.

 

Em suas atribuições faz um enorme esforço para esclarecer cada vez mais a Amazônia que tanto queremos e acalentamos.

 

Sabemos que o desmatamento é o grande vilão na região amazônica pelas emissões de gases de efeito estufa. A fumaça das queimadas libera carbono (CO2), armazenado na madeira. Esta má influência do homem tem feito a concentração de CO2 aumentar de forma alarmante., ocasionando assim um dos principais problemas que aflige a humanidade e a vida na Terra que são as mudanças climáticas. Quanto menos vegetação, mais CO2 na atmosfera e consequentemente  maiores as alterações climáticas, alterando a níveis insuportáveis a vida de todos os seres vivos. Mais de 75% das emissões brasileiras de CO2 estão na Amazônia e em contrapartida  a região também é um gigantesco sorvedouro de carbono, pois a vegetação precisa de gás carbônico para se alimentar e crescer.Com seu estoque inimaginável de carbono, “o pulmão do mundo” é também seu “grande ar-condicionado”, amenizando assim o clima planetário enquanto os países desenvolvidos , emitem toneladas de gases de efeito estufa.

Em tempos também de escassez de água potável, um drama de muitos países que suscita até mesmo guerra entre nações, a região abriga a maior bacia hidrográfica do mundo. Nenhum rio apresenta vazão tão grande quanto o Amazonas, são 15% de toda a água doce enviada ao mar pelos rios do planeta. Acredita-se que 6% de toda a fauna e a  flora catalogada nos cinco continentes  estão reunidas na Floresta Amazônica, portanto defender a Amazônia, preservar sua biodiversidade e combater seu desmatamento tem que ser obrigação de todos os povos e de todos os países para a sobrevivência e qualidade de vida do nosso Planeta e de todos nós.

POR ISSO FAÇO AS SEGUINTES CONSIDERAÇÕES

Muito aconteceu com o nosso planeta desde a sua criação. Terremotos rasgaram o chão e gelo o cobriu. Os continentes se separaram e água e terra trocaram de lugar várias vezes. A terra foi capaz de sobreviver às mais inimagináveis transformações, pois elas ocorreram gradualmente. Assim chegamos à raça humana.

 

 

A Amazônia, a nossa floresta tropical, decantada em todo o mundo precisa de ordem e legalidade com urgência.

A mostra pública que Ricardo Granja e seus parceiros realizaram em um grande shopping de São Paulo nos transporta a esse mundo lúdico, misterioso, poético e transcendental para a sobrevivência de milhares de pessoas, animais e vegetais.

Como conciliar tudo isso, todas as diferenças, opiniões, o meio-ambiente e os interesses econômicos e o direito ao uso racional da terra e ao trabalho ?

Segundo dados oficiais, a cada árvore plantada, neste planeta, dez são destruídas. As florestas tropicais estão sento devastadas em uma média de mais de 10 milhões de hectares por ano. Por isso metade delas desapareceram.   Elas são os lares de pelo menos dois terços de todas as espécies animais e vegetais e servem  de fonte para muitos artigos, produtos e medicamentos. Se essa devastação continuar, dentro de poucas décadas as florestas e os seus habitantes desaparecerão por completo.

Na Amazônia, como em outras regiões, a deterioração ecológica é altamente nociva para a sobrevivência da fauna, flora, água e nossas próprias vidas que estão interligadas para sempre.

Não há dúvida que um pequeno grupo de cidadãos previdentes e empenhados possam  mudar o mundo.

Os problemas demográficos podem parecer  horríveis, mas existe uma  luz de um futuro melhor brilhando no final deste longo túnel. Contribuir para combater o consumo exagerado, desperdício e descaso.

Como guardiões da terra, fomos encarregados com muitas responsabilidades. A herança que passamos às futuras gerações deve ser maior do mesmo mundo que herdamos. A alma de nosso planeta é o meio ambiente e seus recursos, dizem que somos as únicas criaturas vivas que sujam o seu próprio ninho. Quando devoramos os nossos recursos limitados, depredamos a própria alma da Terra. Esta destruição da natureza, pelo desperdício da água e sua doação abundante é um enorme crime.
 

A ironia é que, a punição talvez não seja sofrida por nós, mas pelos nossos filhos e netos, sendo que o preço será muito alto.

Podemos acender uma pequena faísca que pode ser apagada facilmente pelo primeiro sopro de vento. Ou podemos inflamar a tocha para que queime com o foco radiante do espírito humano e sua determinação irresistível de dominar os quatro cavaleiros do apocalipse moderno: superpopulação, desflorestamento, desertificação e aquecimento global. O risco é alto e a escolha é nossa.

Em contrapartida, assistimos à celebração das grandes conquistas da humanidade nos milênios passados, atualmente aos gigantescos triunfos da política, da ciência, das artes, como este nosso grandioso empreendimento para a reconstrução deste país absolutamente infelicitado por lideranças políticas medíocres e desonestas, para que finalmente sejam banidos todos esses privilégios e fóruns inconcebíveis dentro de um estado de direito democrático que possa realmente dominar as doenças, avançar no conhecimento científico, globalizar a informação, sem o lixo proveniente das redes sociais, controlar  a energia e chegar a limites de conhecimento humano jamais imaginados. Voltarmos a olhar Brasília com orgulho, construída  graças ao talento e ao esforço de todos os brasileiros e não como a vemos, no momento, um conjunto de prédios, sem alma e auréola, apenas um amontoado de concreto, uma verdadeira cloaca, comandada por bandidos e marginais. 

Acredito ainda na atitude individual de cada ser humano, porque quem só utiliza sua inteligência é um pensador; quem só utiliza seu coração, é  um missionário, quem só utiliza suas mãos é um operário; quem combina inteligência e coração é um humanista, quem une coração e mãos é um artista; quem aplica sua inteligência e suas mãos é um técnico, mas somente quem utiliza ao mesmo tempo, sua inteligência, seu coração e suas mãos é um homem quase completo, sim quase completo, porque para alcançar este nível máximo, precisará além de muito talento, tolerância e humildade verdadeira,  estar sempre vigilante

Sérgio de Castro

3 de janeiro de 2016

Ex-Presidente do Conselho de Pastoral do Santuário Nossa Senhora de Fátima-Sumaré, Arquidiocese de São Paulo

Coordenador, por 28 anos da Festa de Maio e da Ecologia, Santuário de Fátima-Sumaré

Ex-Presidente do Rotary Club de São Paulo-Sumaré, por duas gestões

Diretor das revistas “Vida Rotária, Fátima Paulista e Grupo 1 de Jornais Gazeta de Pinheiros

Representante regional da revista Brasil Rotário, por 25 anos


Autor de 3 livros, Juventude e Paz, Servir Sem Medir e Sínteses e Paradoxos

Jornalista Decano da mídia rotária brasileira

Âncora do Programa os Imigrantes, Rádio Trianon, AM 740 Kw e na TV, canal 9 Net e Vivo 164, além de produtor e apresentador pioneiro da mídia rotária eletrônica

Coordenador Assistente da Imagem Pública de Rotary International , responde por 5 Distritos.

Um brasileiro, em Zurique, na Suiça, em um  evento promovido pela FIFA, controladora do futebol no mundo, é premiado com o prêmio Puskas, conferido anualmente ao gol mais bonito do mundo

O Jogador Wendell Lima, do Vila Nova de Goiania foi o ganhador. Após   ter sido anunciado  seu nome, subiu ao palco acompanhado de sua esposa, não escondeu a emoção e proferiu um belíssimo pronunciamento, enaltecendo o esforço que é preciso fazer para vencer desafios e obstáculos.  Disse, citando as escrituras sagradas e a contenda entre David e o Gigante Golias, "não tem como errar, Golias é Muito Grande"

 

 



Fonte: Sérgio de Castro
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