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20/03/2015 às 16h23min - Atualizada em 20/03/2015 às 16h23min
Reflexão do autor
Eu, Sérgio de Castro divido uma reflexão

Meditando

 

Quase  no encerramento deste livro, fazemos uma parada para meditação, optamos pelo Livro do Eclesiastes. Nome que vem do grego e significa: o homem da assembléia (ekklesia), aquele que toma a palavra no Templo, em hebraico qohélt. O livro apresenta o pensamento de um sábio ancião, com o intuito de instruir os jovens.

A julgar pelo estilo e pelas idéias anunciadas, o livro, escrito em hebraico e originar-se do tempo em  que a cultura grega – o helenismo – estava penetrando na  Judéia e em Jerusalém, por volta de 250 aC. O contato com a cultura popular do mundo grego explica a presença de idéias que lembram ora o epicurismo, que significa usar o melhor possível o que a vida oferece – o ceticismo, valor  muito relativo das coisas e das idéias e também o estoicismo (consciência, isto é consciência de uma ordem eterna e das exigências éticas da vida, além da autonomia e autarquia pessoal. O livro procura articular tudo isso com a sabedoria prática que vem da Lei de Deus (Torá).

Apesar da influência helenista, o livro foi acolhido na sinagoga que o atribui a Salomão, símbolo da sabedoria em Israel . Recebeu um lugar de honra e consta entre os cinco rolos festivos, sendo lido na festa das Tendas, no fim da colheita e da vindima. As exortações para usar bem os dons da vida cabem perfeitamente nesse quadro.

 

Ilusão da Ciência

Eu, o Eclesiastes,  fui rei de Israel em Jerusalém. E propus, no meu espírito, procurar e investigar, com sabedoria, tudo o que acontece debaixo do sol. É uma tarefa ingrata que Deus confiscou aos filhos de Adão, para com ela se ocuparem. Examinei todas as coisas que se fazem debaixo do sol. Pois bem, tudo é vaidade e aflição de espírito. O que é torto não se pode endireitar: o que falta,  não se pode contar.

Disse comigo em meu coração: “Desenvolvi e acumulei sabedoria mais do que todos os meus predecessores em Jerusalém. Minha mente alcançou muita sabedoria e conhecimento”.

Esforcei-me de coração em compreender a sabedoria e o conhecimento, e também a tolice e a insensatez. E reconheci que nessas coisas também está a aflição do espírito. E isto porque ”muita sabedoria, muitos desgosto: quanto mais conhecimento, mais sofrimento”

O sábio e o tolo

Diz-se que “o sábio tem olhos na cabeça, e o insensato caminha no escuro”, mas aprendi que o fim de ambos é o mesmo. Por isso disse no meu coração, “Se o fim do insensato e o meu será o mesmo, o que me aproveita  o ter-me aplicado mais à sabedoria”. “Falando comigo mesmo, adverti que também isso não será eterna, como também não será a do insensato, pois os tempos futuros cobrirão tudo igualmente com o esquecimento: tanto  morre o sábio como o  ignorante. Por isso desgostei-me com a minha vida, pois vejo que é mal para mim o que se faz  debaixo do sol: tudo é vaidade e aflição de espírito

O cotidiano nos inspira a criar um neologismo, SOLITARIEDADE (isso mesmo com "T"), vocábulo que poderá ter um grande significado para quem lembra do passado com sentimentos do dever realizado, do presente com muito trabalho e com muita esperança de um futuro promissor.  



Fonte: Sérgio de Castro
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