Seja Bem Vindo! Segunda-Feira, 23 de Outubro de 2017
Notícia » Curiosidades » Notícias
04/12/2014 às 20h31min - Atualizada em 04/12/2014 às 20h31min
Água
parte 2

Lembramos ao leitor que na primeira parte, publicado recentemente,  mencionamos que o Egito era considerado a dádiva do rio Nilo, sem ele não haveriam terras férteis e que a mesopotâmia foi construída entre os rios Tigre e Eufrates.

O Imperador Romano Heródoto considerava, 30 anos AC que, os aquedutos que já construíam, refletiam a filosofia romana de objetividade e praticidade. Roma deixou grandes estruturas que tinham a função de conduzir água pelas cidades. Captavam água dos mananciais mais próximos,  sempre procurando outros mais remotos como afirma em recente entrevista, o ex-presidente da Sabesp, Gesner Oliveira “temos de romper com aquele paradigma da Antiguidade, quando os povos poluíam rios e açudes e iam buscar água cada vez mais longe”

A situação crítica dos mananciais no Estado de São Paulo e outras regiões, demonstra claramente severas deficiências em todo o sistema de captação e distribuição para uma população gigantesca.

Não temos a intenção de identificar culpados, mas fazermos uma demorada reflexão com o único intuito de compreendermos a situação e sendo possível oferecer algum substrato para a delicada situação que esse setor, sumamente técnico vive ,na atualidade, acarretando severas preocupações à população que, como sempre, é sempre a mais prejudicada.

Em 2.300 aC, já se aplicavam técnicas de irrigação artificial por meio de canais com vazão controlada, bombeamento denominado “shadesf”,  processo elevatório que levava água até locais  não inundados.  Assistimos agora todo o esforço técnico que é utilizado, por exemplo, para captar água pelo chamado “volume morto”.

Quando será que em São Paulo, que possui o melhor sistema de tratamento de água e esgoto do país, poderá proclamar nossos rios estão limpos, nossa água é  a  mais pura que pode existir e que o esgoto está tecnicamente tratado e mais do que isso,  uma  grande quantidade de água está sendo reaproveitada e porque  não, diversas vezes.

Somente após o 4º Centenário da Cidade, em 1954, foi que muitos bairros, já considerados legalmente constituídos, puderam comemorar a  chegada da água nas torneiras. Vejam a região da Mesopotâmia e os romanos já possuíam esse conforto centenas de anos antes de Cristo.

O Rio Tietê, com suas águas hoje poluídas já foi cenário de  competições, como a Travessia de São Paulo a nado.  Este rio maravilhoso nasce em Salesópolis a 1027 metros de altura, atravessa a cidade e o Estado de São Paulo. Está a apenas 22 Km. do litoral, as escarpas do serrado obrigam-no a caminhar no sentido inverso, rumo ao interior, até desaguar no largo formado pelas barragens do Jupiá, no rio Paraná, no Município de  Três Lagoas, cerca de 50 quilometros da jusante da cidade de Pereira Barreto. Teve sua flora original destruída, tombado pelo Estado, foi recuperado, apresentando agora floresta secundária. Agredido pelo crescimento desordenado, não respeitando a sua vocação natural, ficou em situação caótica.

.

Não podemos lavar as mãos como fez Poncio Pilatos, do contrário ficaremos com as mãos imundas. Mãos à  obra , é o que vale, de mãos dadas,  transmitindo nossos conhecimentos às crianças e nas  escolas, ensinando sobre este elemento vital da natureza e sobretudo construirmos uma consciência patriótica para economizar  água

Para descontrair um pouco, nada melhor do que relembrar duas músicas do nosso cancioneiro popular.

A primeira de autoria de Paquito e Romeu Gentil, gravada por Vocalistas Tropicais, em 1949

Tomara que chova três dias sem parar. A minha grande mágoa é la em casa não ter água. Eu preciso me lavar. De promessa eu ando cheio. Quando conto a minha vida. Ninguém quer acreditar. Trabalho não me cansa. O que cansa é pensar. Que lá em casa não tem água nem pra cozinhar

A segunda, de 1952,  autoria de Luiz Antonio  e Jota Jr, gravada por Marlene e outras cantoras e cantores celebres do cancioneiro brasileiro

Lata d´água na cabeça. Lá vai Maria, Lá vai Maria. Sobe o Morro não se cansa. Pela mão leva criança, lá vai Maria. Maria lava roupa lá no alto. Lutando pelo pão de cada dia. Sonhando com a vida do asfalto. Que acaba, onde o Morro Principia.

Letras musicais que bem retratam nossa gente. Até me faz lembrar nestes dias de falta de água, a compostura dos dirigentes de nossa tão aclamada “maior empresa brasileira”, Petrobrás, cujos advogados processaram e levaram à Júri e condenado, em Nova York, o Jornalista Paulo Francis, porque há muitas décadas passadas ele  já denunciava tais arruaças administrativas. Não vamos nos distrair, fiquemos atentos, porque  como responsável  pelo editorial de  uma publicação de renome,  há décadas passadas, publiquei um artigo fantástico,  de um grande líder empresarial e rotariano, Engenheiro Nicoláu Filizola,   denominado “ A Criminosa Omissão das elites”.  Será que estamos repetindo tudo isso ?  Vamos refletir 



Fonte: Sérgio de Castro
1927 Exibições
Comentários

nenhum comentário cadastrado!

Deixe seu comentário:
Nome:
Email:
Cidade/Estado:
Sua Mensagem: