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03/09/2014 às 12h59min - Atualizada em 03/09/2014 às 12h59min
Antonio Ermírio, Patriota Brasileiro e Rotariano
Nossa homenagem e condolências à família deste exemplo de brasilidade.

Todos conhecem a sua enorme capacidade de trabalho, inteligência e atuação na liderança das  mais prestigiosas e conceituadas empresas, instituições e  entidades de beneficência e filantropia.


A mídia durante todos esses dias enaltece, com inteira justiça, a sua atuação como chefe de família, empresário, sua liderança nas entidades de classe e profissional raro que se destacou ainda muito jovem na direção do Grupo Votorantim um dos maiores do país. 

Por isso, optamos em dissertar sobre o Antonio Ermírio rotariano, teatrólogo e  abnegado servidor nas entidades que visam oferecer a todos saúde e perspectiva  de progresso e cultura.

Sempre esteve à frente do seu tempo. Conheci  Dr. Antonio, na Votorantim, ainda no prédio Anhangabaú, ao lado da Rua Beneficência Portuguesa. Levava papéis, pastas, cheques para serem assinados por seu pai, Senador José Ermírio de Moraes,em minhas atribuições de office-boy da Revista "Vida Rotária" e Fundação de Rotarianos de São Paulo.

Posteriormente, minhas funções, como funcionário do Rotary, permitiram que eu falasse com ele diretamente, agora na sede da empresa que transferira-se  para a Praça Ramos de Azevedo, 254, ao lado do Teatro Municipal. No sétimo andar, ala da Diretoria agora tinha mais oportunidade de falar com o seu irmão, Dr. José Ermírio de Moraes Filho que serviu à Fundação de Rotarianos por 50 anos, 20 como secretário e tesoureiro da Diretoria e Presidente da Diretoria Executiva por 30 anos de 1967 a 1997,ao mesmo tempo em que ele  se doava inteiramente à Beneficência Portuguesa, fazendo com que este hospital se transformasse em dos gigantes na área de saúde pública e todos sabem a importância do seu trabalho na trajetória e na vida deste maravilhoso Hospital.

Tive oportunidade de  conhecê-lo verdadeiramente quando fui indicado pelo Editor dos Anais Paulista de Medicina, Dr. Eurico Branco Ribeiro, Diretor do Hospital São Lucas, em São Paulo, para proceder a transferência da revista para a Beneficência Portuguesa. Foram 3 anos de intenso trabalho, nos mais variados horários, ao seu lado,  muitas vezes alta madrugada, até cumprirmos nossa missão e transferi-la inteiramente renovada, atualizada e muito moderna para a época, fim da década de 70.

Ingressou no Rotary Club de São Paulo, muito jovem, em 1951 em um mesmo dia com seu irmão José, ambos  com ótima participação no cotidiano do Rotary.  Antonio comparecia quando possível, tendo em vista suas outras relevantes atividades, onde afirmava, levar o espírito rotário de servir.

Em 1952, Aide do Presidenbte Nitshi C. Larrahy, presidente de Calcutá, Índia,  em aeronave da Votorantim para sobrevoar São Paulo, ao lado também de Mário Frugiuele e Octávio Zampirollo, respectivamente, na ocasião, presidentes dos Rotary Club de São Paulo e Rotary-Norte
FOTO: Em 1952, Aide do Presidenbte Nitshi C. Larrahy, presidente de Calcutá, Índia,  em aeronave da Votorantim para sobrevoar São Paulo, ao lado também de Mário Frugiuele e Octávio Zampirollo, respectivamente, na ocasião, presidentes dos Rotary Club de São Paulo e Rotary-Norte 

Entrevistando-o,  após proferir histórica palestra em Conferência de Águas de Lindóia, convocado pelo então Governador Carlos Alberto Hernández, Distrito 4610,  com o tema "Os Grandes Problemas Brasileiros", perguntei se coerente com sua classificação profissional na instituição rotária,  lembrava dos momentos importantes da Fundação de Rotarianos que sua família consolidou, as instalações que construiu no Lar Escola Rotary, em Cotia, a construção do Edifício Rotary, sede do Colégio Rio Branco e os primeiros clubes rotários da cidade, se  lembrava quando inaugurou o ginásio de esportes e as novas instalações do Colégio Rio Branco em Cotia, a construção de primoroso auditório, as obras para canalização de rios e córregos na altura do Km. 24 da Via Raposo Tavares, tendo ele dito  que tudo isso havia assimilado no âmago de sua família, fazer o bem e que o Rotary também dera boa contribuição para tudo isso, mas que,  naquela altura do tempo, já não comparecia  com tanta constância ao Rotary, afirmando que sua classificação poderia ser  sócio olímpico,"tenho comparecido de  4 em 4 anos". Nesta Conferência Distrital que comemorava 80 anos de Rotary, em 1985, após seu pronunciamento de quase 2 horas, ao final do qual foi aplaudido de pé, foi estimulado à comparecer, em salão ao lado, onde a Casa da Amizade promovia, entre outros produtos, a venda de calçados, além do Brasil, fabricados em muitos outros países. Alguém informa, "vale a sua visita, os produtos são maravilhosos e preços ótimos, você poderá adquirir 6 ou 7 sapatos”, ao que ele respondeu "não carece, só tenho dois pés".
Destacamos agora o seu trabalho pessoal no Hospital. As  generosas doações,  prédios, instalações e equipamentos. Ficará para sempre na história da Beneficência  Portuguesa. E para ser justo também é preciso lembrar que  contribuiu com o Hospital do Câncer e Fundação Antonio Prudente e ainda a "contribuição do meu pai e da Votorantim", quando na presidência do Senador, no Rotary Club de São Paulo, no fim da década de 40, construiu o pavilhão da Cruz Vermelha Brasileira, na Av. Indianópolis, zona Sul de São Paulo.

Quando, ao lado de seu irmão José, foi homenageado na Câmara Municipal de São Paulo, mais uma vez proclamou,  sem trabalho, não adianta, não haverá progresso e desenvolvimento sustentável”,  epíteto  hodierno, por ele proclamado na década de 80.

Sonhou em oferecer seu trabalho e capacidade à administração pública, decepcionou-se    com o setor,   retira-se de cena, o Brasil perdeu, sem dúvida.

Autor de peças teatrais de muito sucesso  em todo o Brasil, homem de fé e protagonista de frases célebres:


Foi sempre uma figura popular no centro de São Paulo. freqüentemente  caminhava, acenava, era cumprimentado, retribuía  com afeto, sobretudo na hora do almoço. Um prato ficou famoso, elaborado  em sua homenagem  pelo "chefe" Leonardo do aclamado Restaurante Paddock, na Galeria Zarvos, Rua da Consolação, esquina com Av. São Luiz ;  "o prato Antonio Ermírio" era constituído  de arroz, feijão, farofa, ovo,  3 tipos de pastéis e couve, além de um gomo de lingüiça,  tipo calabresa, mas de Bragança Paulista.

A sua mesa de trabalho com a  régua de cálculo de engenheiro, repleta de papéis e documentos,  resultado de estudos e pesquisas  que fazia pessoalmente, em todos os lugares de nosso país, onde semeou o bem e proporcionou trabalho digno  para  centenas de milhares de pessoas.

Quando homenageado na Câmara Municipal de  São Paulo,  ainda uma vez  proclamou “não adianta, sem trabalho não haverá progresso e desenvolvimento sustentável, epíteto  hodierno, por ele já  proclamado ao receber a Medalha Anchieta em 1989.



Fonte: Sérgio de Castro
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