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20/02/2015 às 17h40min - Atualizada em 20/02/2015 às 17h40min
Santuário de Nossa Senhora de Fátima - Sumaré, o início
Muitos dos primeiros moradores do bairro do Sumaré, tiveram elos e suas vidas ligadas à Paróquia e deixaram seus nomes gravados na sua história.

Os Desio, Morrone, Toledo, Queiroz, Oliveira Ribeiro, Arnaldo Ferreira, Fernandes Costa, Costella, Prudente Correia, Santos, Fonseca, Patella, De Bonis, Castro, Eça, Silva, Ricardina, Albina, Cirilo, Basile, Cury, Eça e claro muitos outros que jamais serão esquecidos pelo apoio que deram, serviços prestados e pela dedicação que doaram à sua paróquia. Destacamos também Arnaldo Amado Ferreira e sua esposa, Margarida Monteiro de Barros Ferreira. Conforme relato da professora Maria Estela Sant´Anna filha do dr. Santana, médico que assistia aos frades e também o dr. Isamael Negrini, amigo dos padres e revisor dos textos mais importantes da paróquia entre as décadas de 40 e 70.

Quem vê o Sumaré hoje, jamais poderia imaginar como foi nos idos de 38,39 e 40, logo após a doação feita pelo Comendador Vicente de Azevedo para a fixação da Igreja e seus trabalhos em benefício da religião, educação e saúde. Poucas residências, espalhadas nas colinas e encostas, entre os bairros de Pinheiros, Vila Madalena, Ecolástica, Pompéia e Perdizes.

Não havia iluminação pública, proporcionando o famoso “luar do Sumaré, com os estudos

Astronômicos do Frei Ignácio Gau, fundador da Paróquia. A Avenida Dr. Arnaldo não tinha calçamento, bem como a Estrada do Araçá, mais tarde Rua Heitor Penteado. Havia o serviço de coleta e incineração de lixo da cidade, com centenas de animais de tração, localizado na Rua Amália de Noronha, esquina com Oscar Freire e Av.Dr. Arnaldo, junto onde está situada a Praça Jurema Patella de Castro, recentemente inaugurada.A linha de ônibus 55, que circulava quando queria, tinha garagem mais acima e seu ponto final era nas esquinas das Ruas Catalão e Corumbá, em frente ao portão da Rádio Difusora,mais tarde na Av. Alfonso Bovero com Rua Apinagés.

Havia campos de futebol, “Mocidade do Sumaré”, Cruz de Malta” e outros onde hoje localiza-se o Jardim das Bandeiras, na época um enorme matagal, onde plantava-se capim gordura que era o alimento de cabras e vacas de ótimo plantel que produziam leite à Cooperativa Paulista. Espaço enorme onde animais pastavam bucolicamente em meio a flores, arbustos e crianças brincando na margens do histórico Rio Verde hoje canalizado sob a Rua Abegoaria, que significa “almoxarifado de ferramentas e utensílios agrícolas” para a produção de leite.

Nessa época a atual Igreja, consagrada no dia 13 de maio de 1940, iniciava sua trajetória pastoral, onde até esta época havia antiga Capela e o convento onde funcionava o Seminário da Ordem Terceira Regular de São Francisco, com o comando de Frei Ignácio Gau, Frei Eduardo Galinier e Frei João Demarty.

O espaço entre as torres dos prédios anexo e o Supermercado, estendia-se “A chácara dos Padres” que produzia verduras e tinha um grande pomar, muitas vezes invadido pelos “moleques” da região.

O Arcebispo Metropolitano de São Paulo, D.José Gaspar de Afonseca e Silva, em 13 de maio de 1942 “procedeu a bênção do novo Templo”, conforme relata Dr. Arnaldo no seu discurso de saudação ao Prelado de São Paulo

A construção desse templo aconteceu graças ao trabalho e esforço pertinaz dos freis Eduardo e João e também do incomparável Frei Ignácio Gau.

Cada coluna, cada painel, cada fresta, cada arco, são cânticos de louvor levantados em honra de N.S. de Fátima. Pedimos as bênçãos dos céus aos dignos sacerdotes, apoiados pela colônia portuguesa de São Paulo, com esta obra tão grandiosa que honra e consagra com maior glória a Religião Católica.

Muitos objetivos e projetos foram sendo alcançados ao longo do tempo através de seus sucessores e muitos paroquianos empolgados com a grande reforma proporcionado pelo Concílio do Vaticano II, fez acontecer obras perenes para maior conforto de todos e sobretudo para o aprimoramento das convicções religiosas, sociais e recreativas, conforme doação efetuada pelo benemérito Conde José Vicente de Azevedo, lembrando depoimento da paroquiana Maria Eunice Ferreira Gandra.

Seria aconselhável nomear-se muitas outras pessoas e sacerdotes que contribuíram de maneira efetiva para a concretização desta obra. Deixaremos para outro momento, este importante registro, não deixando entretanto de lembrar os Párocos mais recentes, Frei Elias Más, Frei Yves Terral, Frei Agostinho, Márcia Longo, antiga secretária e Frei Alain Hévin, Provincial Geral e fundador desde 1969, um  dos primeiros Encontros de Casais que teve enorme repercussão à partir de 1970.

Tudo o que foi um pouco narrado agora, só foi possível porque, além da fé cristã, os seus protagonistas estavam ligados por profunda amizade que os integrava, juntamente com todos os paroquianos numa grande família que devemos propugnar ainda hoje, reconhecendo a grande mudança em relação aos tempos relembrados, apoiando e renovando nossas esperanças, agora com o trabalho do Pároco Frei José Maria Botelho.

Nas fotos:

Posto de serviços automotivos e gasolina que funcionou exatamente onde se encontra hoje edificada a Torre da TV Cultura, Fundação Padre Anchieta, Av. Dr. Arnaldo, esquina com Heitor Penteado, então denominada Estrada do Araçá.
(Crédito das fotos Domingos Gugliano Neto)
 
 
Crédito da foto da Igreja:
Foto enviada pelo amigo, associado ao Rotary-Oeste, Leandro Antonio Gatti.
Foto tirada perto das margens do rio Verde, canalizado sob a rua Abegoaria, altura do final da atual Praça Horácio Sabino. No alto, bem na colina do Sumaré, o Santuário de N.S.de Fátima, com suas 2 belíssimas torres. O amplo descampado, com algumas poucas edificações, remete ao meio-ambiente, ainda intocável e uma paisagem bucólica, na primeira metade do século XX.  Viva o Sumaré, na verdade, uma linda flor, "uma espécie rara de orquídea, própria das regiões da serra do mar,  conforme relato do grande orquidófalo e juiz internacional Augusto Fernandez, um dos mais importantes mateiros e caçador dd flores que conheci. Grande Neves !


Fonte: Sérgio de Castro
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